Estudo da contribuição da interação recetor-interlocutor na aprendizagem por ensino

Margarida Santos, Paula Matos, Sandra Duarte

De acordo com a literatura científica, ensinar outras pessoas parece ser um método de estudo muito eficaz. Investigámos a questão: a interação com um interlocutor é necessária para este tipo de aprendizagem? Ou basta que o aluno se prepare para ensinar e “ensine para as paredes”? A nossa experiência com alunos de 10º e 11º ano mostrou que não existem diferenças significativas entre quem estuda na expectativa de fazer um teste (grupo controlo), quem estuda na expectativa de ensinar, mas sem interlocutor (grupo experimental que expôs os conteúdos perante uma câmara de vídeo) e quem estuda na expectativa de ensinar e, de facto, ensina com interação (grupo experimental que deu uma aula a outros alunos). Discutimos as razões destes resultados inesperados e concluímos sobre os fatores que caracterizam um estudo eficaz, ou seja, integrador dos conceitos na memória a longo-prazo.

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