CCVOdemira

Olfato -o sentido que menos envelhece

A Elisabete Matos, a Inês Ventura e a Nicole Lourenço aplicaram testes de audição, olfato, tacto, paladar e visão a pessoas de diferentes idades para testar a sua hipótese: o olfato é o sentido que, nos humanos, se conserva mais apurado.

Influência de uma ETAR na qualidade biológica da água de um ribeiro

A Marly, o Eduardo e a Estela estudaram o impacte do efluente proveniente da ETAR da Zambujeira na qualidade ecológica do Barranco da Zambujeira. Recolheram água e amostras biológicas no barranco, a montante e a jusante da ETAR. No laboratório, fizeram análises químicas e biológicas e aplicaram os índices de qualidade disponíveis para o sul do país.

Ascosferiose em colmeias

A Diana e a Sara investigaram um tratamento natural para uma doença das abelhas, provocada por um fungo. Com a ajuda de uma investigadora do Instituto de Medicina Tropical de Lisboa, aprenderam técnicas de cultivo de fungos em laboratório e fizeram o isolamento do fungo patogénico a partir de uma larva doente. Testaram em seguida o efeito anti-micótico de vários óleos essenciais.

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Influência dos hábitos de atividade física na satisfação com a imagem corporal

O Jorge Oliveira, o Nelson Duarte e o Tiago Duarte estavam interessados em perceber se os alunos que praticam exercício físico estavam mais satisfeitos com a sua imagem corporal, independentemente das características físicas do seu organismo. Fizeram inquéritos e trataram estatisticamente os resultados. Com este trabalho conquistaram uma menção honrosa. Uma honra foi também poderem apresentar o seu trabalho ao Professor Mariano Gago, na primeira Mostra Nacional de Ciência.

Óleo de cravo-da-índia como anestésico de peixes

A Carla Silva, o Tobias Oliver e a Rute Jesus queriam verificar se o óleo de cravinho funciona como anestésico para o robalo e a dourada; este produto é natural, económico e sem riscos de toxicidade. Investigaram informação sobre diferentes anestésicos de peixes. Aprenderam metodologias de laboratório. Testaram diferentes concentrações de anestésico para duas espécies de peixes. Trataram estatisticamente os resultados e concluíram acerca da melhor concentração para anestesiar peixes com óleo de cravinho. Mostraram este seu projeto na 1ª Mostra Nacional de Ciência.

Efeito da música no desenvolvimento das plantas

O Daniel Guerreiro e a Sofia Costa investigaram acerca da influência da música no desenvolvimento das plantas. Arranjaram materiais para construir pequenas estufas no jardim da escola e montaram uma experiência controlada de crescimento de plantas ao som de diferentes tipos de música.

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Prémios internacionais

Temos sete prémios internacionais e mais de vinte prémios a nível nacional.

Duarte

O Duarte era divertido, quando começava a rir era para durar. E acabávamos todos a rir, apenas pelo contágio das gargalhadas dele. Também era destemido e habilidoso. Subia às árvores para pendurar cordas e armar toda uma panóplia de comodidades para o acampamento. Era um amigo leal e muito sincero.

Recordamos de forma particular uma noite em que acampámos na barragem de Santa Clara. O céu estava muito escuro, mas limpo. O Duarte sugeriu que nos deitássemos todos nas pedras quentes da rampa da barragem a contemplar as estrelas. Foi uma noite muito especial.

Microtus cabrerae – o nosso primeiro grande projeto.

Estudámos um ratinho protegido, endémico da Península Ibérica. Durante dois anos, fizemos acampamentos de 3 dias, ao longo das várias estações do ano, para compreender o comportamento deste fascinante roedor. A National Geographic publicou um artigo de várias páginas sobre as nossas descobertas. Trabalharam neste projeto, de 2000 até 2003: Cláudia Matos (coordenação), João Cortes, Rita Brito, Rita Domingos, José Fernandes, João Afonso, Rita Silva (mais conhecida por Tatiana Bela), Catarina Silva, João Martins e o nosso saudoso Duarte!

ALGUMAS DAS MUITAS AVENTURAS QUE VIVEMOS…

Para os acampamentos de Dezembro e Fevereiro previa-se muita chuva. Encontrámos soluções: em Dezembro pedimos carrinhas tipo furgão, emprestadas por amigos, em Fevereiro alugámos uma tenda do exército!… Em Abril não previmos chuva e nas vésperas começou a chover torrencialmente. O campo estava completamente inundado mas o grupo não podia pensar em desistir. Depois de muito puxar pela cabeça lá conseguimos emprestada a Escola do 1º Ciclo mais próxima (Bicos), onde comemos, dormimos e guardámos o material. E a amostragem lá se fez como estava previsto, apesar de não parar de chover durante os quatro dias. Por incrível que pareça foi o acampamento mais animado de todos!

Num dos acampamentos procurámos em celeiros, casa abandonadas e outras construções no meio dos campo, locais onde pudéssemos recolher mais regurgitações de coruja, onde se encontram os crânios dos roedores. Num belo dia, saímos de uma destas incursões num palheiro velho, cobertos de milhares de pulgas!… o resto do dia foi para nos vermos livres delas!

Na pacatez do montado a última coisa que nos lembramos é que podemos ser assaltados. Claro que as nossas coisas ficam sempre no acampamento quando vamos às estações de amostragem– máquinas fotográficas, bicicletas, mochilas… Um dia, ao chegarmos da monitorização das colónias, deparámos com o acampamento completamente vandalizado. Como bons investigadores procurámos pistas: pegadas, cabelos, cheiros… rapidamente os culpados foram identificados: os porcos pretos do monte vizinho!

Destes acampamentos sobram boas memórias: contemplar céu estrelado, fazer ioga no meio do montado, os insetos a caírem nos pratos do jantar, atraídos pelas luzes das velas sobre a mesa, uma açorda que só sabia a alho, uma massagem aos órgãos internos, as torradas feitas na fogueira, as partidas, as brincadeiras…