BREVE HISTORIAL DO CLUBE CIÊNCIA VIVA DO AEO

O Clube Ciência Vida do Agrupamento de Escolas de Odemira nasceu e cresceu com a Agência Ciência Viva, a partir de 1996

APOIO A ESCOLAS 1º CICLO – PROJECTOS E FORMAÇÃO

De 1997 a 1999 respondemos a solicitações das escolas do 1º ciclo que se viam em grandes dificuldades para implementar o ensino experimental das ciências, como lhes estava a ser pedido nessa altura.
Ajudámos em três frentes:

A) Formação de professores, em colaboração com o Centro de Formação de Professores de Odemira

B) Elaboração de projetos ao Programa Ciência Viva para aquisição dos materiais necessários

C) Implementação de iniciativas diretamente com professores e alunos em contexto de sala de aula ou no campo, para criar confiança nos professores para a continuação do trabalho de forma autónoma

LANÇAMENTO DO CLUBE NA ESCOLA SECUNDÁRIA

Em 1998 e 1999 organizámos para nós próprios, docentes de ciências da Escola Secundária de Odemira, em colaboração com o Centro de Formação de Professores de Odemira, um projeto de formação para colmatar algumas lacunas e atualizar conhecimentos e competências científicas. Convidámos alguns professores universitários que aceitaram deslocar-se a Odemira para nos dar essa formação prática.

Nos mesmos anos concorremos ao Programa Ciência Viva, desta vez para apetrecharmos a Escola Secundária de Odemira com material para fazer mais e melhor ensino experimental.

Participámos nos 1º, 2º e 3º fóruns do Ciência Viva, oportunidades de enriquecimento pela troca de experiências. Com estas duas ações, estavam lançadas as bases para um trabalho que foi sempre crescendo, até hoje.

O QUE FAZEMOS HOJE

A partir de 1999 começámos a participar com regularidade nas diferentes iniciativas que iam surgindo no âmbito das ciências experimentais, como por exemplo o projeto “Ensino Experimental das Ciências” promovido pelo DES, as Olimpíadas do Ambiente, as iniciativas da (EJC e AJC), o Concurso para Jovens Cientistas e Investigadores (organizado pela Fundação da Juventude), o Prémio Ilídio Pinho Ciência na Escola, entre outras.
Incentivam-se os alunos para o desenvolvimento de trabalhos de projeto mais autónomos, com carácter experimental e de investigação. Os temas destes trabalhos respondem aos interesses pessoais dos alunos ou a problemas do seu quotidiano que eles pretendem resolver através da ciência e tecnologia (projetos STEM).

COM ESTES PROJETOS OS ALUNOS PERCORREM
TODAS AS FASES DO MÉTODO CIENTÍFICO

A) Definir um problema, colocar questões
B) Fazer pesquisa em literatura científica: o que já se sabe sobre este assunto?
C) Redefinir o problema a investigar consoante os resultados da pesquisa.
D) Contactar uma instituição relacionada com o problema em estudo ou um investigador dessa área (tutor).
E) Planificar uma experiência ou um plano de ação que responda ao problema.
F) Discutir esse plano com outras pessoas, incluindo o tutor.
G) Arranjar todos os recursos necessários para a realização da investigação/ação.
H) Realizar a investigação/ação, treinando, o rigor, o espírito crítico, a criatividade perante imprevistos, a resiliência perante as adversidades.
I) Fazer registos rigorosos dos resultados e usar a estatística para os trabalhar.
J) Discutir os resultados e tirar conclusões válidas.
L) Relatar o trabalho realizado usando os critérios da escrita científica.
M) Preparar diferentes formas de apresentar e discutir publicamente o trabalho realizado.

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Rui Dias CURIOSIDADE
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Os prémios conquistados a nível nacional proporcionaram a participação em iniciativas de nível internacional, nas quais se conseguiram também alguns prémios que honram a comunidade educativa.
Para além dos prémios, estes trabalhos de investigação conquistaram outros valiosos trunfos: o contacto com diferentes investigadores, a publicação em diferentes media e a possibilidade, para os alunos, de “comunicar ciência” depois de “fazer ciência”.

Em 2001 começou o projeto Museu de História Natural (MHN), com coleções recolhidas no campo (pegadas, ninhos, esqueletos,…). Inicialmente sem um espaço próprio, o MHN ganhou em 2020 uma sala exclusivamente dedicada à divulgação de ciência, na Escola Secundária de Odemira. Atualmente o Clube Ciência Viva estende-se a todos os ciclos de ensino e é um projeto de todo o Agrupamento de Escolas de Odemira.