Charcos Temporários Mediterrânicos

Débora Nascimento e Sérgio Ribeiro

Recuperou-se um charco temporário mediterrânico (habitat prioritário da Rede Natura 2000), degradado por máquinas de gestão florestal. Estabeleceu-se a sua configuração típica, inseriram-se formas de resistência e sementes de seres característicos dos charcos e vedou-se o acesso a máquinas. Monitorizou-se o charco quinzenalmente. Os indicadores mostraram que o charco recuperou a sua tipicidade. Realizou-se ainda a gestão do complexo de charcos em que este está inserido, em conjunto com os agricultores e com o apoio da autarquia e de uma associação de agricultores. Adequaram-se as práticas agrícolas à conservação dos charcos e erradicou-se uma espécie exótica com comportamento invasor. Concluímos que, nos ecossistemas mediterrânicos como os da costa alentejana, as pessoas que ali vivem são os agentes mais eficazes para a conservação da biodiversidade.

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